31 de out de 2017

Resenha: A Viagem do Peregrino da Alvorada (As Crônicas de Nárnia #5), C.S. Lewis

Tudo que motiva


Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 235
Data de lançamento: Setembro de 1952

Lúcia e Edmundo, com seu odioso primo Eustáquio a tiracolo, embarcam numa incrível viagem de aventuras e descobertas, a bordo do imponente navio Peregrino da Alvorada. Rumo às Ilhas Solitárias, em busca dos sete amigos desaparecidos do pai do rei Cáspian, eles encontram um dragão, uma serpente do mar, um bando de criaturas invisíveis, um mágico e o próprio Aslam, o Grande Leão, que os presenteia com uma promessa muito especial.


          Ah, que saudades que eu estava desse universo tão especial! Por algum motivo que ainda não descobri, não escrevi resenhas dos livros "O Cavalo e seu Menino" e "Príncipe Caspian", mas não, não abandonei o mundo de Nárnia!

          Nessa crônica, Lúcia e seu irmão Edmundo retornam à Narnia juntamente com o primo irritante e desagradável, Eustáquio. Chegando lá, a bordo do návio Peregrino da Alvorada, com o rei Caspian e outros tripulantes interessantes, eles descobrem a missão de ir em busca dos sete amigos desaparecidos do pai de Caspian citados no livro anterior.

          A viagem é recheada de "sub-aventuras" incríveis. Conhecemos muito mais a respeito do vasto universo de Nárnia e os segredos que ele guarda, novas criaturas mágicas, feitiços perigosos, e tudo isso com uma pitada de bom humor e simplicidade que só C.S. Lewis consegue proporcionar aos seus leitores, que, apesar de em grande parte do público infantil, consegue cativar pessoas das mais variadas idades.

          Uma crônica muito especial também por conta das últimas informações contidas nela. Não sei como será a história daqui pra frente (já que o último filme foi o desse livro), então estou ansiosa (e receosa) com o rumo que as histórias tomarão. Mas não tenho dúvida de que será incrível.

Por: Mariane

23 de out de 2017

Resenha: Outros jeitos de usar a boca, Rupi Kaur


Editora: Planeta Brasil
Número de páginas: 208
Data de lançamento: Novembro de 2014

'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

          A inspiração para a leitura desse livro foi de um vídeo do canal da Jout Jout (que é uma querida), e vocês podem vê-lo aqui. O canal da Júlia é um dos únicos que eu acompanho (e provavelmente o único não literário) e sempre gosto muito das dicas culturais dadas pela youtuber.

          Baixei o livro no Kindle no mesmo dia e devorei o livro em poucas horas. Isso porque é um livro muito breve de pequenas poesias escritas de forma muito aberta e de fácil linguagem. Não só por causa disso. Conforme passamos as páginas, acompanhamos a vida aparentemente muito árdua da autora, que passa por situações de abuso e violência, e acompanhamos a dinâmica do ambiente em que vive pelos seus olhos.

"não sei se minha mãe está aterrorizada ou apaixonada pelo meu pai 
parece tudo a mesma coisa."

          
          O livro, que é dividido em partes, passa por diversas fases em que a autora narra as situações que viveu e como elas influenciaram suas ações e personalidade posteriormente. A parte mais interessante no livro, para mim, foram os poemas que contam a experiência dela com o amor, como ela narra a superação de forma tão humana e transparente.

"você pode querer esse menino
mas com toda a certeza
não precisa dele."

          Por aparentemente ter crescido em um ambiente violento e opressor, é incrível sua visão acerca da feminilidade e a força das mulheres. É muito bonita a sua admiração pelo gênero, não fugindo muito daquilo que lemos pelas páginas feministas afora, mas escrita de uma forma muito mais direta e honesta.

"como você ama a si mesma é 
como você ensina todo mundo
a te amar."

          E por último, como vocês devem ter percebido pelos trechos, vejo na autora uma grande amiga nos aconselhando a passar pelos momentos ruins da vida. "Isso não é o fim do mundo", eu a vejo dizendo. "Você é incrível". Faça um favor a si mesmo(a) e se dê o presente de ler essa obra tão simples, e ao mesmo tempo tão cheia de vida. Leia de uma vez, experimente, escute, sinta. Tenho certeza que você vai se sentir mais leve.

"faz parte da 
experiência humana sentir dor
não tenha medo
abra-se."

Por: Mariane

20 de out de 2017

Resenha: Todo Dia, David Levithan


Editora: Galera Record
Número de páginas: 280
Data de lançamento: Agosto de 2012

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


            Imagine acordar todos os dias em um corpo diferente. Uma vida diferente, uma nova família, novos amigos, nova personalidade. É assim que vive A., o protagonista de Todo Dia, de David Levithan. Acompanhamos, na perspectiva do personagem, as dificuldades e suas reflexões acerca da sociedade e das relações humanas, e o quanto as pessoas podem ser levadas pela aparência.

          A. tinha se acostumado a essa vida, até que conhece Rhiannon, enquanto estava no corpo de Justin, seu namorado abusivo e manipulador. Ao passar um dia com ela, A. sente uma conexão que nunca sentiu antes por ninguém em seus 16 anos de vida pulando de corpo em corpo, e ele sabe que ela sentiu também. Mas como convence-la de que não era Justin aquele dia, e sim ele?

          Apesar da falta de explicações mais concretas acerca do fenômeno apresentado no livro, isso em nenhum momento atrapalha o bom andamento da história, pois não é nem de longe o objetivo da narrativa. Logo nas primeiras páginas, percebemos que a história será acerca do amor entre A. e Rhiannon, e ficamos apreensivos a cada página ao perceber como o mesmo pode ser difícil.

          Os capítulos são divididos pelos "corpos" que A. habita, e a verdade é que o meio do livro pode ser um tanto monótomo, pois nada muito surpreendente acontece, além da tentativa constante de A. de se encontrar com Rhiannon aonde quer que ele esteja. Um conflito, porém, surge no livro, porém não foi muito bem trabalhado ao longo da história, o que me deixou extremamente decepcionada, apesar de, como eu disse anteriormente, esse não fosse o objetivo do autor.

          Uma das coisas que mais gostei do livro foram as reflexões do protagonista acerca das paixões e das relações em geral. Por acordar todos os dias em um corpo diferente, é interessante acompanhar a dinâmica entre ele e a garota amada, quando a mesma tenta enxergar essa "pessoa" no corpo, mas se sente culpada por não sentir a mesma conexão dependendo do corpo em que ele habita.

          Além da dinâmica entre ele e Rhiannon, o livro contém muitas reflexões a respeito dos transgêneros e homossexuais. A. experimenta vários tipos de relações ao longo da história, e a verdade é que não podemos definir um sexo a ele, portanto é incrível a maneira que o autor deixa claro que as pessoas devem se apaixonam por almas, e não corpos. E também, quando A. passa a habitar os corpos, passa a ter acesso as suas lembranças e sentimentos, e somos presenteados com histórias incríveis de superação e aceitação. 

          Me diverti muito lendo esse livro, e recomendo a todos que procuram uma leitura mais leve. Pretendo ler agora Outro Dia, que conta a história na perspectiva de Rhiannon, pois a personagem não foi explorada como deveria na história.

Por: Mariane

30 de set de 2017

Resenha: Orgulho e Preconceito, Jane Austin


Editora: Saraiva de Bolso
Número de páginas: 374
Data de lançamento: Janeiro de 1813


“Orgulho e Preconceito” é o mais popular dos romances de Jane Austen. 
A jovem Elizabeth Bennet, que se julga desprezada por Darcy, jovem rico e orgulhoso, começa a se interessar pelo belo militar Wickham. Em lugar do simples enredo sentimental, o texto de Austen focaliza uma questão mais complexa em que se misturam a razão, o sentimento de gratidão e suas implicações e, especialmente, a desconfiança com relação às primeiras impressões.


          Sempre fui apaixonada pela história das irmãs Bennet, devido ao filme lançado em 2006 estrelado por Keira Knightley. A narrativa é composta de personagens interessantes, tramas bem desenvolvidas e um romance que faz qualquer um torcer. Minha vontade de ler a obra original cresceu, e então dei inicio a minha leitura, que com certeza entrará para a lista das mais marcantes até agora.


          A história se passa na Inglaterra, em um condado chamado Hertfordshire, e segue a vida das cinco irmãs Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia. Muito diferentes umas das outras, é divertido ver como cada uma delas lida com as questões culturais e sociais que envolvem a sociedade no início do século XIX.

          O sonho da mãe das meninas é vê-las casadas, e ela não medirá esforços para ver isso acontecer. As irmãs mais novas, Kitty e Lydia, são frívolas e inconvenientes. Mary, é estudiosa e reservada. Jane, a mais velha, é doce e sempre vê o melhor em todos. Nossa protagonista Elizabeth, porém, é dotada de personalidade forte e opiniões muito bem formadas a respeito da sociedade em que vive, e isso acaba atraindo o olhar de Mr. Darcy, um cavalheiro orgulhoso e nem um pouco sociável, mas que aos poucos vai conquistar o coração de Lizzy.

          O livro é longo, porém de fácil leitura. A história flui e você se vê envolvido na trama e nos sentimentos da personagem principal. Acompanhamos os acontecimentos do seu ponto de vista, então é fácil se afeiçoar ou odiar certos personagens juntamente a ela. É uma história romântica, e com certeza uma crítica a sociedade da época que Jane vivia.

          O filme de 2006 é muito fiel a obra, o que talvez tenha me deixado um pouco desanimada durante a leitura por conta de eu saber quase tudo o que iria acontecer. Então, se você ainda não assistiu ao filme, recomendo que leia ao livro antes, porque sei que vai aproveitar muito mais a leitura.

          Pretendo ver ao filme novamente e procurar outras adaptações dessa história maravilhosa.

Por: Mariane.

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